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Por que passthrough (o motor não calcula tributos)

A engineAPI não decide CST/CSOSN, alíquota ou CFOP — ela transmite o que você envia. Por que essa fronteira existe e o que muda na prática.

Por que passthrough (o motor não calcula tributos)

A engineAPI não calcula tributos. Você envia CST/CSOSN, alíquotas, valores e CFOP já prontos no payload; a engineAPI valida a forma dos campos, monta o XML, assina com seu certificado e transmite para a SEFAZ/SEFIN. Essa é a fronteira de responsabilidade do produto — não uma limitação temporária.

Isso é desenho deliberado, não lacuna: um motor fiscal que "corrige" valores fiscais do seu ERP viraria fonte de divergência silenciosa. O contrato é: o que você manda é o que sai — se estiver errado, a SEFAZ rejeita o SEU dado (ver Rejeição vs indisponibilidade), não um cálculo nosso.

O que isso significa no payload

Quando um override explícito chega no payload (ex.: csosn manual completo, ou os campos fiscais completos de um item), ele sempre vence — a engineAPI não sobrescreve o que você mandou, mesmo quando existe uma camada assistida disponível.

E o "Cérebro Fiscal"?

O Cérebro Fiscal (ativado com resolverTributacao: true) é uma camada opt-in: sem a flag, zero diferença. Ligada, ela resolve CSOSN e o grupo IBS/CBS (e, na NFSe, campos da DPS) a partir do NCM/CFOP e do cadastro do emissor — mas só nos campos que você não informou. Campo enviado manualmente sempre vence. Fora disso, o contrato passthrough vale sem exceção: o parceiro segue sendo o responsável pelo dado fiscal que emite.

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